SUS COMEÇA A OFERTAR NOVE MEDICAMENTOS ONCOLÓGICOS DE ALTA TECNOLOGIA EM TODO O PAÍS
Rede pública incorpora a maior expansão já feita no tratamento do câncer, com 23 fármacos previstos até o fim do ano e atendimento de 100% da demanda por esses produtos.
TRATAMENTO DE CANCER GANHA NOVAS OPÇÕES EM 16 ESTADOS
O Ministério da Saúde iniciou, a partir desta semana, a oferta de nove novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão é a maior já feita para o cuidado com a doença e atenderá 100% da demanda por esses produtos. Os fármacos são indicados para 13 tipos diferentes de tratamento e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas.
A disponibilização começa em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do Brasil, com expectativa de expansão para todos os demais centros até o fim do ano. Só na aquisição desses produtos, o impacto anual será de R$ 155,4 milhões.
Ampliação até o fim do ano
A previsão é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até dezembro, ampliando em 35% as alternativas na rede pública. Para viabilizar a oferta, a pasta assumiu a compra e negociação direta de dez medicamentos, articulou uma ata de aquisição com menor preço pelos estados para outros nove e ampliou os repasses de custeio para quatro. O impacto total será de R$ 4 bilhões por ano.
Entre os novos fármacos estão o trastuzumabe, para câncer de estômago; o abemaciclibe, para câncer de mama precoce; o abiraterona, para câncer de próstata resistente à hormonioterapia; e o gefitinibe, para câncer de pulmão. As unidades que participam desta etapa estão em 16 estados, incluindo São Paulo, e no Distrito Federal.
Rastreamento de câncer de intestino
O SUS também passará a fazer o rastreamento do câncer colorretal. Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para todos os estados, destinados a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, com precisão de 92%. O exame identifica quem precisa realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico.
Também está em implementação o rastreamento do câncer do colo do útero pelo teste DNA-HPV, com investimento anual de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes.
Modernização da rede
O Ministério da Saúde passa a custear ainda as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica é minimamente invasiva e reduz o tempo de internação e as complicações pós-operatórias.
O ministro Alexandre Padilha também assinou o compromisso para o próximo triênio do Proadi-SUS, que destinará R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos — o equivalente a um terço de tudo o que foi investido nos últimos 17 anos do programa. Será implantado ainda o projeto Hospital Inteligente, com o primeiro hospital 100% inteligente do SUS no complexo do Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo.
“Estamos construindo o maior programa público de rastreamento do câncer de colo retal do mundo”, destacou Padilha, durante cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista.
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Fonte: Agência Brasil – Foto: Rafael Nascimento/MS



