VEREADORES DE SÃO MANUEL REBATEM ACUSAÇÃO DE USO DE CONTA-LARANJA E PROMETEM AÇÃO JUDICIAL
Os vereadores Serginho e Davi Pires negaram as acusações de envolvimento em suposto esquema de contas laranjas durante a campanha eleitoral em São Manuel. Os parlamentares afirmaram que as denúncias, registradas na Polícia Civil, são infundadas e motivadas por perseguição política. Eles anunciaram que tomarão medidas judiciais contra as falsas exposições vexatórias.
MENSAGENS EXCLUSIVAS REVELAM VERSÃO DOS PARLAMENTARES SOBRE INQUÉRITO E CONFIRMAM ACIONAMENTO DE ADVOGADOS
O caso ganhou repercussão após o vazamento através do site “interativasm” de um depoimento prestado por um tratorista de 25 anos à Delegacia de Polícia de São Manuel, no último dia 9 de outubro. Segundo o relato, a conta bancária do jovem teria recebido transferências via Pix que somaram R$ 10 mil no mês de setembro. Ele alegou que realizou saques em dinheiro e os entregou a Davi Pires e a Bruna, filha do vereador Serginho.
Além das movimentações, a denúncia menciona conversas de WhatsApp sobre a formalização de contratos de prestação de serviços eleitorais para coordenadores.
Procurado por Thiago Melego do Área 14, o vereador Serginho esclareceu que as acusações são fruto de questões pessoais distorcidas para prejudicar a sua atuação e a de sua família na política. O parlamentar garantiu que o trabalho de coordenação desempenhado por sua filha na campanha ocorreu dentro da estrita legalidade.
“Ela foi contratada para ser coordenadora, tem o contrato e a documentação de tudo o que recebeu. Estão misturando as coisas com o negócio político. Tem gente por trás fazendo essa trama para envolver a gente”, declarou Serginho, ressaltando que aguarda o chamado da Polícia Civil com tranquilidade.
O vereador Davi Pires também enviou áudios à reportagem demonstrando forte indignação com a tentativa de vincularem seu nome ao caso. Pires destacou que a menção em um depoimento de terceiros não comprova qualquer irregularidade e anunciou que seus advogados já acompanham as publicações.
“Não é porque uma pessoa citou meu nome que quer dizer que eu esteja compactuando com alguma situação. Eles estão querendo imputar a situação da filha de um vereador com o vereador e com outro vereador. Eles precisam ter prova, e se não tiverem, depois eu vou tomar as medidas cabíveis”, declarou Pires.
O parlamentar reforçou ainda que não houve qualquer falha jurídica ou eleitoral nas contratações do período de campanha. “Tudo isso vai ser levado para a Justiça também. Tenho uma história na política e não é justo que a gente seja apontado de forma tão vexatória por causa de politicagem”, completou.
O inquérito inicial segue em andamento na Polícia Civil, que analisará os extratos, as mensagens e as alegações de ambas as partes. Até o momento, a documentação entregue representa apenas a versão do denunciante, não havendo comprovação judicial de crime eleitoral contra nenhum dos citados.
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