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PATRÍCIA ROSSANESI AVALIA PRIMEIRO ANO COMO DIRETORA DE SAÚDE DE AREIÓPOLIS

Patrícia Rossanesi completa um ano à frente da saúde de Areiópolis e se dá nota 8. Com dez mil habitantes e 90% dependentes do SUS, a gestão fez mutirões de exames e próteses, ampliou especialidades e inicia reforma de R$ 1 milhão. Para 2027, projetos de CAPS e entrega de medicamentos em domicílio.

DIRETORA DÁ NOTA 8 AO PRIMEIRO ANO E ANUNCIA ENTREGA DE MEDICAMENTOS EM DOMICÍLIO PARA 2027

Servidora pública de São Manuel, Patrícia Regiane Rossanesi de Moraes passou sete anos e meio como diretora de saúde no município antes de aceitar, em setembro do ano passado, o convite do prefeito Michel para comandar a pasta em Areiópolis. A cessão foi autorizada pelo prefeito de São Manuel, Odirlei.

Em entrevista à Rádio Clube FM, a diretora destacou a Thiago Melego e Luis Felipe que, apesar do tamanho do município, Areiópolis tem estrutura considerável: três unidades de PSF, com cobertura de 100% da cidade por agentes comunitários, e uma unidade mista com ambulatório de especialidades e pronto-atendimento aberto 24 horas, com dois médicos durante o dia e um à noite.

Entre as entregas do primeiro ano, ela listou a reestruturação do pronto-atendimento, que passou a contar com duas enfermeiras — uma dedicada à classificação de risco — e três profissionais de enfermagem por turno; a implantação de exames laboratoriais durante o dia, com suporte de laboratório terceirizado; e a abertura de uma segunda farmácia municipal, em bairro distante, que funciona das 8h às 17h. A farmácia central atende das 8h às 20h, de segunda a segunda.

Os mutirões foram a marca da gestão: a fila de exames de sangue foi zerada, 600 ultrassons foram realizados no começo do ano e 300 próteses dentárias foram entregues, com a fila de espera próxima do fim. Um novo mutirão de exames está previsto para novembro. Na REMUME, a lista de medicamentos do município conta com 326 itens, dos quais oito estão momentaneamente em falta por atraso de entrega de fornecedores — a diretora apresentou cartas das empresas como comprovação.

Nas especialidades, a gestora afirmou que consultas médicas são marcadas em até um mês e que o oftalmologista atende em até 15 dias. A partir de outubro, um novo psiquiatra começa a atender, e o município contrata o primeiro gastroenterologista da história e amplia as horas de otorrinolaringologia, pressionada pela demanda de sazonalidade. O absenteísmo, no entanto, chega a 40% em alguns serviços, o que elevou o custo das agendas contratadas.

O pronto-atendimento e o ambulatório passam por reforma de aproximadamente R$ 1 milhão, executada em etapas: o ambulatório foi transferido para uma unidade desocupada e os atendimentos seguem sem interrupção — “trocando o pneu com o carro andando”, como definiu a diretora.

Sobre o episódio do soro com validade vencida, ocorrido no município, Patrícia afirmou que a paciente foi avaliada e não sofreu dano, que a sindicância segue em andamento e que os processos de trabalho foram revisados. Ela também citou dificuldades de cobertura vacinal, apesar de campanhas com programação especial.

A diretora explicou ainda o funcionamento do SAMU em Areiópolis: gerenciado pela base de Botucatu, no Polo Cuesta, o serviço só aciona a ambulância após triagem e autorização da central — procedimento que gera críticas da população. A frota tem sete ambulâncias, e uma oitava será incorporada. Como não há transporte público, o transporte sanitário é amplamente utilizado.

Para 2027, os projetos são a implantação de um CAPS — aproveitando uma unidade de saúde construída e sem uso, com pedido de mudança de objeto ao Estado — e a entrega de medicamentos em domicílio para pacientes diabéticos, hipertensos e idosos, proposta do prefeito Michel. Na gestão interna, a diretora aponta como desafios a estruturação de um setor de regulação, a renovação de computadores e do mobiliário das unidades e o fortalecimento do vínculo com a Santa Casa de São Manuel, referência da região.

“Nós não tivemos problema nenhum. O município tem saúde financeira”, afirmou sobre os repasses ao hospital, ponderando que o valor ainda é insuficiente para as necessidades. Ela justificou a nota 8 atribuída ao próprio trabalho: “10 é chato. Não existe nada que não possa melhorar.”

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