SOBREVIVENTES DE QUEDA DE HELICÓPTERO EM IARAS TÊM LIGAÇÕES COM O PCC, DIZ POLÍCIA

Os três sobreviventes da queda de um helicóptero em Iaras, no interior de São Paulo, são suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Polícia Militar. Resgatados no domingo (20), os homens teriam pedido socorro à própria corporação. Um deles teria mentido a identidade e possuiria passagens por tráfico e por cárcere privado.

PILOTO DA AERONAVE TERIA CUMPRIDO 15 ANOS DE PRISÃO POR TRÁFICO DE DROGAS

A queda aconteceu na noite de sábado (19), em uma área de mata de difícil acesso na zona rural de Iaras. O resgate contou com o helicóptero Águia, da Polícia Militar, além da Força Tática do 53º BPM/I, da Aviação da PM e do Corpo de Bombeiros.

Segundo a corporação, uma das pessoas que estavam na aeronave conseguiu ligar e informar sobre o ocorrido. Os três homens foram resgatados com vida e encaminhados para atendimento médico em Avaré, cidade vizinha, onde permanecem sob escolta policial no Pronto Socorro.

Sobre o homem que teria mentido a identidade, a PM informou que, após consultas ao sistema Muralha Paulista, ele teria passagens por tráfico de drogas e cárcere privado e seria comparsa de outro homem apontado como integrante do PCC no Guarujá, no litoral paulista, também com antecedentes por tráfico, cárcere e resgate de presos. Um exame datiloscópico deve confirmar a verdadeira identidade dele.

O piloto da aeronave foi identificado como José Tadeu dos Santos. Segundo as investigações, ele seria ex-militar da Aeronáutica, teria cumprido cerca de 15 anos de prisão por transporte de drogas do Paraguai para o Brasil e, a princípio, não possuiria licença de piloto pela ANAC. Em 2012, Tadeu teria sido preso com 200 kg de cocaína em uma aeronave. Na época, outro detido teria sido Felipe Ramos, o “Felipó”, que anos mais tarde teria participação na emboscada que matou duas lideranças do PCC, Gegê do Mangue e Paca.

Gegê e Paca eram homens de confiança de Marcola, apontado como líder do PCC. Os dois foram mortos a tiros em 15 de fevereiro de 2018, em Aquiraz, no Ceará, quando passavam férias na região e seriam levados de helicóptero para a Bolívia. A aeronave emprestada para a missão era de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, assassinado a tiros de fuzil uma semana depois, na frente de um hotel no Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo.

A PM afirmou que ainda tenta confirmar a veracidade das informações antes de tratá-las como definitivas. O local do acidente foi isolado para a investigação do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). Nesta segunda-feira (21), um dos sobreviventes, de 44 anos, foi preso após ser identificado como procurado por tráfico e roubo, conforme apurou o G1.

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