OPERAÇÃO JACKPOT: POLÍCIA FECHA ESQUEMA MILIONÁRIO DE APOSTAS E PRENDE 2 EM BAURU
A Polícia Civil de Bauru deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Jackpot, que investiga uma organização criminosa ligada à exploração de jogos de azar e à lavagem de dinheiro. A ação resultou no cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão e no bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens de luxo — incluindo uma Porsche, lancha e moto aquática. Mas o esquema vai além do que foi apreendido: os dados apontam um impacto social que atingiu até beneficiários do Bolsa Família.
Polícia cumpre 37 mandados em Bauru, Pederneiras e Ribeirão Claro (PR); dois líderes do grupo foram presos preventivamente
A operação resultou no cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão, sendo seis em residências e 31 em bares. Os alvos estavam distribuídos em Bauru, Pederneiras e Ribeirão Claro, no Paraná.
A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em imóveis, veículos — entre eles uma Porsche, lancha, moto aquática — e contas bancárias. Dois homens, considerados líderes do grupo, foram presos preventivamente em Bauru. As identidades não foram divulgadas.


A operação é coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia de Bauru, com apoio de policiais do Deinter-4, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Bauru e da Delegacia Seccional de Polícia de Ourinhos. Ela teve início há um ano.
Segundo a delegada assistente da Seccional de Bauru, Priscila Bianchini, além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de 10 imóveis de alto padrão, além dos veículos e das contas bancárias pertencentes a integrantes apontados como líderes da organização.
Ainda segundo a Polícia Civil, a Operação Jackpot também busca chamar atenção para os impactos sociais provocados pela exploração de jogos de azar e pelas plataformas de apostas online, especialmente entre a população de baixa renda. A corporação destaca que a atividade pode provocar o comprometimento da renda familiar e casos de superendividamento.
As autoridades citam ainda dados do Tribunal de Contas da União (TCU), baseados em informações do Banco Central, que apontaram indícios de uso irregular de CPFs de beneficiários do Bolsa Família em apostas online. Segundo o relatório, somente em janeiro deste ano, cerca de R$ 3,7 bilhões de contas de pessoas que recebem o benefício foram transferidos para administradoras de apostas.
As investigações seguem em andamento, sob sigilo, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão da atividade criminosa e dos prejuízos provocados pelo esquema.
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