Paciente que tocou violão durante cirurgia morre após tratamento de tumor
Fábio Aparecido Pereira dos Reis, um apaixonado por música de 51 anos, faleceu na última segunda-feira (2) após complicações de uma cirurgia para remoção de um tumor cerebral. Durante o procedimento, realizado na Santa Casa de Marília (SP), ele surpreendeu a equipe médica ao tocar violão e cantar “Tempo Perdido”, da banda Legião Urbana, enquanto permanecia consciente.
Técnica inovadora na cirurgia
A cirurgia foi um procedimento de craniotomia com o paciente acordado, uma abordagem que a equipe do neurocirurgião Ruy Okaji utiliza há mais de duas décadas em casos como o de Fábio. O objetivo de manter o paciente consciente é monitorar funções neurológicas cruciais durante a operação. Com a habilidade de tocar e cantar, Fábio foi incentivado a realizar atividades que lhe eram familiares, permitindo que os médicos mapeassem áreas do cérebro ligadas à linguagem e comunicação.
O impacto da música na cirurgia
A habilidade musical de Fábio não apenas ajudou na identificação de áreas saudáveis no cérebro, mas também emocionou a equipe médica presente. Segundo o neurocirurgião, a música é uma função cerebral complexa e sua utilização durante a cirurgia foi vital para a segurança do procedimento. Após a cirurgia, Fábio foi encaminhado ao tratamento pós-operatório, mas não conseguiu se recuperar.
Os primeiros sinais e o diagnóstico
Os problemas de saúde de Fábio começaram a se manifestar com dores de cabeça frequentes e confusão mental, levando sua esposa, Edineuza, a procurar atendimento médico. Após uma tomografia, o glioma foi identificado, e ele foi internado na UTI para tratamento. Edineuza recorda que Fábio sempre foi um apaixonado pela música, participando de eventos e festas onde tocava violão e guitarra.
Legado e despedida
O enterro de Fábio aconteceu no dia seguinte à sua morte, na manhã de terça-feira (3), no Cemitério Municipal de Pompeia. Sua história e o emocionante momento na sala de cirurgia ficarão marcados na memória de todos que participaram do procedimento, evidenciando a força que a música pode ter em momentos de adversidade. O impacto da sua luta contra a doença e o amor pela música são um legado que permanecerá vivo entre amigos e familiares.
Fonte: G1 Bauru



