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IDOSA DE 80 ANOS MORRE APÓS SER ATACADA POR ABELHAS EM HORTA DE CASA EM BOTUCATU

Olga Spadot, de 80 anos, morreu nesta terça-feira (1º) após ser atacada por abelhas africanizadas em uma residência no Jardim Eldorado, em Botucatu (SP). O ataque ocorreu no domingo (30), quando a idosa foi encontrada caída na horta da própria casa. Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital das Clínicas. A Vigilância Ambiental investiga.

CIDADE JÁ REGISTRA 534 OCORRÊNCIAS COM ABELHAS SOMENTE NESTE ANO

O resgate exigiu ação especializada do Corpo de Bombeiros, que precisou usar equipamentos de proteção e jatos de água para dispersar a grande quantidade de abelhas que estava sobre a vítima e nas proximidades. Olga foi encontrada coberta com uma blusa, na tentativa de se proteger do ataque, por volta das 16h.

Após ser retirada da área, ela recebeu os primeiros atendimentos do Samu e foi encaminhada em estado grave ao Hospital das Clínicas de Botucatu. Apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos.

A Vigilância Ambiental investiga a origem do enxame e tenta determinar se o ataque foi provocado por um enxame migratório ou por uma colônia já instalada na residência.

O caso não é isolado. Segundo o órgão, Botucatu registrou 534 ocorrências envolvendo abelhas africanas somente neste ano, número que já supera o total de todo o ano passado. O levantamento considera tanto ataques quanto solicitações de captura e retirada de enxames.

Esta é a segunda morte por ataque de abelhas na cidade em 2026. Em março, uma mulher de 76 anos também morreu após ser atacada. Na ocasião, o marido e o filho da vítima também foram picados e precisaram de atendimento médico.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Valdinei Silva, explica que três situações com enxames são comuns nesta época do ano. As abelhas polinizadoras circulam durante a floração e normalmente não apresentam comportamento defensivo. Já as migratórias formam enxames em deslocamento, que podem permanecer de 24 a 48 horas em beirais, lixeiras, calçadas e galhos de árvores. Há ainda as fixadas, que formam colônias permanentes em vãos de muros, forros e estruturas de imóveis.

A orientação é que, diante de um grande número de abelhas ou de um enxame instalado, as pessoas mantenham distância e evitem qualquer tentativa de remoção sem equipamentos e conhecimento adequados, acionando os órgãos responsáveis para avaliação e manejo.

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