HOMEM É PRESO APÓS EMPURRAR COMPANHEIRA EM BOTUCATU; CRIANÇA DE TRÊS ANOS TERIA SIDO AGREDIDA AO PEDIR DOCE
Um homem de 27 anos foi preso em flagrante no sábado (24), no Residencial Cedro, em Botucatu, após empurrar a companheira, de 25 anos, durante uma discussão. Ele foi contido por moradores até a chegada da Polícia Militar. A confusão começou depois que a mulher questionou o companheiro sobre uma possível agressão ao filho dela, de três anos. Segundo o registro policial, a criança teria sido atingida no rosto com um chinelo após um desentendimento relacionado a um pedido de doce. O homem admitiu o empurrão, mas negou as demais agressões. A Polícia Civil confirmou a prisão por vias de fato no contexto de violência doméstica e arbitrou fiança de R$ 1.621.
O relato que originou a discussão foi feito pela avó da criança. Conforme o depoimento, a mãe havia saído para trabalhar e deixado o filho sob os cuidados do companheiro. Ao retornar, a avó encontrou a criança chorando e com vermelhidão no rosto. Ainda segundo ela, o menino contou espontaneamente que havia sido agredido pelo homem.
A DISCUSSÃO
Quando a mãe chegou à residência e questionou o companheiro sobre o ocorrido, os dois começaram a discutir. Segundo os depoimentos, ele a empurrou, e ela reagiu para se desvencilhar. A avó confirmou ter presenciado o empurrão.
A discussão se estendeu até a área externa do imóvel, onde moradores intervieram e contiveram o homem até a chegada da Polícia Militar, que o conduziu junto com os demais envolvidos à delegacia.
O QUE DISSE O SUSPEITO
Durante o interrogatório, o homem admitiu ter empurrado a companheira, mas negou outras agressões contra ela. Também negou ter agredido a criança, afirmando que apenas a repreendeu de maneira mais enérgica.
ENCAMINHAMENTOS
A Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante por vias de fato no contexto de violência doméstica e estabeleceu fiança de R$ 1.621. O documento não informa se houve pagamento ou soltura.
O relato de violência contra a criança será apurado separadamente. A autoridade policial requisitou exame de corpo de delito ao Instituto Médico Legal (IML) e encaminhou os elementos para investigação. Também foi determinada perícia para esclarecer possíveis danos a bens no interior da residência.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, canal gratuito e sigiloso que funciona 24 horas, ou pelo 190 em situações de emergência. Situações de suspeita de violência contra crianças e adolescentes também podem ser comunicadas ao Conselho Tutelar do município.
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