Desemprego atinge 5,2% no 3º trimestre, menor taxa desde 2012
A taxa de desocupação no Brasil registrou um novo marco ao cair para 5,2% no terceiro trimestre de 2023, o menor índice para este período desde 2012. Comparado ao segundo trimestre, quando a taxa era de 5,4%, e ao mesmo período do ano passado, com 5,6%, a redução é significativa e demonstra um cenário de recuperação no mercado de trabalho.
Dados da pesquisa
Os números são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). A população desocupada, que atualmente soma 5,6 milhões de pessoas, apresentou uma diminuição de 4% (234 mil pessoas a menos) em relação ao trimestre anterior, e uma queda de 6,9% (417 mil pessoas) na comparação com o mesmo período do ano passado.
Crescimento da população ocupada
A população ocupada atingiu um total de 103,6 milhões de indivíduos, o que representa o maior número já registrado na série histórica. Este aumento de 0,6% no trimestre (581 mil novos postos) e de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão) reflete uma tendência positiva na criação de empregos no país.
Nível de ocupação
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, alcançou 59%. Este dado é um recorde e mostra uma variação de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, que foi de 58,8%, e estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano passado, que registrou 58,7%.
Informalidade no mercado de trabalho
A pesquisa também revelou que a taxa de informalidade entre a população ocupada foi de 37,5%, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores informais. Este número é ligeiramente superior ao de 37,4% registrado no trimestre anterior e abaixo dos 37,8% do ano passado.
Rendimentos e massa salarial
Em relação ao rendimento, o IBGE apontou que o rendimento real habitual dos trabalhadores manteve-se estável em R$ 3.790 no trimestre, mas apresentou um crescimento de 3,6% em comparação ao ano anterior, o que representa um acréscimo de R$ 131. A massa de rendimento real habitual totalizou R$ 387,5 bilhões, um recorde histórico, com um aumento de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Esses dados revelam um panorama otimista para o mercado de trabalho brasileiro, com a redução da taxa de desemprego e o aumento da população ocupada, indicando uma recuperação econômica em andamento.
Fonte: Agência Brasil



