Dólar sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 em dia de instabilidade econômica
Nesta quinta-feira (29), o dólar encerrou o dia valorizado, com alta de 0,76%, cotado a R$ 5,39. O aumento da moeda norte-americana ocorre em um contexto de incertezas econômicas tanto no Brasil quanto no exterior, afetando o desempenho do mercado financeiro.
Impacto do cenário internacional
O avanço do dólar frente a diversas moedas de países emergentes foi impulsionado por recentes dados econômicos dos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando a previsão de 3,2% feita por analistas. Além disso, os gastos dos consumidores americanos aumentaram 0,5% em setembro, reforçando a força da economia local.
O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), um indicador importante para a inflação, mostrou um aumento de 0,3% no mês, alinhando-se às expectativas do mercado. O índice geral também registrou uma alta de 0,5%.
Expectativas políticas e fiscais no Brasil
No Brasil, as preocupações com a política fiscal e com a formação da equipe econômica do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva também pesaram nas decisões dos investidores. Dados do Banco Central indicaram que a dívida bruta do setor público alcançou 82,9% do PIB em setembro, enquanto a dívida líquida subiu para 70% do PIB, um aumento em relação ao mês anterior.
Dados do mercado financeiro
Durante o pregão, o dólar comercial atingiu uma máxima de R$ 5,43, e o Ibovespa caiu 1,06%, fechando a 169.186,42 pontos, marcando a quarta sessão consecutiva de perdas. O índice oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos, refletindo a volatilidade do mercado.
Além disso, o índice do dólar, que avalia a moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas, recuou 0,16%, situando-se em 101,960 pontos ao final do dia.
Perspectivas futuras
A queda do Ibovespa e a alta do dólar são sinais de um mercado cauteloso, atento às incertezas políticas e ao cenário econômico global. Com a divulgação de novos dados e a aproximação da formação do novo governo, o mercado deve continuar a reagir a esses fatores nas próximas semanas.
Fonte: Agência Brasil



