PF desmantela esquema que poderia desviar R$ 10 bi do seguro defeso no Maranhão
Em uma ação decisiva, a Polícia Federal (PF) lançou nesta quarta-feira (28) a Operação Indefeso, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa acusada de fraudar o Seguro Defeso, um benefício vital que garante a renda de pescadores artesanais durante o período de defeso. As investigações preliminares indicam que as atividades do grupo poderiam resultar em um rombo de até R$ 10 bilhões aos cofres públicos ao longo de cinco anos.
Detalhes da operação
A Operação Indefeso mobilizou cerca de 160 agentes da PF, que executaram 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do Maranhão. A ação contou com o suporte técnico da Controladoria-Geral da União (CGU) e resultou no afastamento de dois funcionários públicos supostamente envolvidos nas fraudes. Além disso, foram impostas 17 medidas cautelares diversas da prisão para interromper a atuação do grupo e garantir a integridade das investigações.
Bloqueio de bens e apreensões
A PF revelou que cerca de R$ 400 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados foram bloqueados, como forma de assegurar o ressarcimento ao erário e prevenir a ocultação de patrimônio proveniente das atividades ilícitas. Durante as buscas, foram apreendidos diversos itens, incluindo veículos, armas, documentos e celulares.
Natureza das fraudes
As investigações apontam para um esquema complexo de fraudes, que incluía a inserção de dados falsos em sistemas governamentais e o uso de documentos fraudulentos. A PF destacou a possível participação de tanto agentes públicos quanto particulares no esquema. “As investigações apontam a existência de esquema de fraudes envolvendo a concessão indevida do Seguro Defeso”, afirmou a corporação.
Os envolvidos podem enfrentar acusações sérias, como organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema informatizado da administração pública, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
Próximos passos das investigações
A PF esclareceu que as investigações continuarão com a análise detalhada do material apreendido, buscando identificar outros envolvidos e avaliar a extensão das atividades criminosas. A quantificação precisa dos prejuízos causados ao erário também será um foco das próximas diligências, à medida que a operação avança.
Fonte: Agência Brasil



